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Sinusite: o que é, sintomas, causas e como tratar corretamente

28 de abril de 2026 · 14 min de leitura

A sinusite é a inflamação dos seios da face, cavidades cheias de ar ao redor do nariz, olhos e testa. Ocorre quando uma obstrução impede a drenagem normal da secreção, que se acumula e favorece inflamação e, em alguns casos, infecção. Os sintomas típicos são dor no rosto, nariz entupido e sensação de pressão na face.

Sumário

O que é sinusite?

A sinusite é a inflamação dos seios da face, que são cavidades cheias de ar localizadas ao redor do nariz, maçãs do rosto, olhos e testa.

Essas estruturas produzem uma secreção natural que ajuda a proteger as vias respiratórias. Quando tudo está funcionando bem, essa secreção é eliminada normalmente pelo nariz.

O problema acontece quando há uma obstrução — seja por gripe, rinite ou alterações anatômicas — impedindo a drenagem adequada. Com isso, a secreção fica acumulada, favorecendo inflamação e, em alguns casos, infecção.

É nesse momento que surgem os sintomas típicos da sinusite, como dor no rosto, nariz entupido e sensação de pressão na face.

A sinusite pode ser aguda (de curta duração) ou crônica (quando os sintomas persistem por mais tempo), e o tratamento varia de acordo com a causa e a intensidade do quadro.

Por isso, entender o que está por trás da inflamação é fundamental para tratar corretamente e evitar que o problema se torne recorrente.

Ilustração comparando os seios da face saudáveis com os seios inflamados e preenchidos por fluido durante uma sinusite, ao redor dos olhos, da testa e das maçãs do rosto

O que são os seios da face?

Os seios da face são cavidades cheias de ar localizadas dentro dos ossos do rosto, ao redor do nariz. Eles ficam distribuídos na região da testa, entre os olhos e nas maçãs do rosto.

Essas estruturas têm comunicação com o interior do nariz e são revestidas por uma mucosa que produz uma secreção fina, responsável por ajudar na proteção das vias respiratórias.

Os principais seios da face são:

  • Seios maxilares: localizados nas maçãs do rosto
  • Seios frontais: na região da testa
  • Seios etmoidais: entre os olhos
  • Seios esfenoidais: mais profundos, atrás do nariz

Entre as funções dos seios da face estão:

  • Ajudar a umidificar e aquecer o ar que respiramos
  • Reduzir o peso do crânio
  • Contribuir para a ressonância da voz
  • Auxiliar na defesa contra microrganismos

Quando esses seios estão saudáveis, funcionam de forma silenciosa e eficiente. Mas quando há obstrução na drenagem da secreção, pode ocorrer acúmulo de muco e inflamação — dando origem à sinusite.

O que acontece quando eles inflamam?

Quando os seios da face inflamam, ocorre um processo que dificulta a drenagem normal da secreção produzida nessas cavidades.

Tudo começa com um inchaço da mucosa que reveste os seios da face, geralmente causado por gripes, alergias ou irritações. Esse inchaço bloqueia as pequenas aberturas por onde a secreção deveria escoar para o nariz.

Com isso, acontece um acúmulo de muco dentro dos seios da face, criando um ambiente propício para inflamação e, em alguns casos, infecção.

Esse processo leva aos sintomas típicos da sinusite, como:

  • Sensação de pressão ou dor no rosto
  • Nariz entupido
  • Secreção nasal espessa
  • Diminuição do olfato
  • Dor de cabeça
  • Tosse

Em alguns casos, pode haver também febre e sensação de mal-estar.

Além do desconforto, a inflamação interfere diretamente na respiração e na qualidade de vida. Atividades simples do dia a dia podem se tornar mais difíceis quando há dor ou obstrução nasal constante.

Por isso, entender esse mecanismo é importante: o problema não é apenas a secreção, mas sim a dificuldade de drenagem — e é isso que o tratamento busca resolver.

Quais são os sintomas da sinusite?

Os sintomas da sinusite costumam surgir quando há acúmulo de secreção e inflamação nos seios da face. Eles podem variar de intensidade, mas geralmente são bem característicos.

Os sinais mais comuns incluem:

  • Dor ou pressão no rosto, especialmente na testa, ao redor dos olhos ou nas maçãs do rosto
  • Nariz entupido, dificultando a respiração
  • Secreção nasal espessa, que pode ser amarelada ou esverdeada
  • Dor de cabeça, muitas vezes associada à sensação de peso na face
  • Diminuição do olfato
  • Sensação de cansaço ou mal-estar

Em alguns casos, também podem aparecer:

  • Febre, principalmente nas formas mais agudas
  • Dor ao abaixar a cabeça, devido ao aumento da pressão nos seios da face
  • Tosse, especialmente à noite

Um ponto importante é a duração dos sintomas. Quando persistem por mais de 7 a 10 dias ou pioram após um quadro gripal inicial, aumenta a suspeita de sinusite.

Nem sempre é fácil diferenciar sinusite de um resfriado comum, mas a presença de dor facial e secreção mais espessa são sinais de alerta.

Se os sintomas são frequentes ou intensos, é fundamental procurar avaliação para um diagnóstico correto e tratamento adequado.

Qual a diferença entre sinusite aguda e crônica?

A principal diferença entre os tipos de sinusite está na duração dos sintomas e na forma como a doença evolui.

Sinusite aguda

A sinusite aguda é a forma mais comum e geralmente surge após um resfriado ou gripe.

Características principais:

  • Dura até cerca de 4 semanas
  • Início mais rápido dos sintomas
  • Dor no rosto mais intensa
  • Pode haver febre
  • Geralmente melhora com tratamento adequado

Na maioria dos casos, é um quadro pontual que se resolve sem deixar sequelas.

Sinusite crônica

Já a sinusite crônica ocorre quando a inflamação persiste por mais tempo ou se repete com frequência.

Características principais:

  • Dura mais de 12 semanas
  • Sintomas mais leves, porém contínuos
  • Nariz entupido constante
  • Secreção persistente
  • Diminuição do olfato
  • Pode ter menos dor, mas mais desconforto contínuo

Esse tipo costuma estar associado a outros fatores, como rinite alérgica, desvio de septo ou presença de pólipos nasais.

Por que essa diferença é importante?

Identificar se a sinusite é aguda ou crônica é essencial porque o tratamento muda.

Enquanto a sinusite aguda costuma responder bem a medidas simples e medicações, a forma crônica pode exigir uma abordagem mais completa, incluindo investigação da causa e, em alguns casos, até tratamento cirúrgico.

O que causa sinusite?

A sinusite geralmente não surge do nada. Na maioria dos casos, ela acontece quando algo impede a drenagem normal das secreções dos seios da face, criando um ambiente propício para inflamação e, às vezes, infecção.

Existem várias causas possíveis, e muitas vezes mais de um fator está envolvido.

Resfriados e gripes

Infecções virais, como resfriados e gripes, são uma das causas mais comuns de sinusite.

Elas provocam inflamação da mucosa nasal, levando ao inchaço e ao bloqueio da drenagem dos seios da face. Com isso, a secreção fica acumulada e pode evoluir para um quadro de sinusite.

Rinite alérgica

A rinite alérgica causa inflamação crônica no nariz, com sintomas como espirros, coriza e obstrução nasal.

Esse processo inflamatório contínuo pode dificultar a ventilação e a drenagem dos seios da face, favorecendo o aparecimento de sinusites, principalmente de repetição.

Desvio de septo e alterações anatômicas

Alterações estruturais no nariz, como o desvio de septo, podem dificultar a passagem do ar e o escoamento das secreções.

Outras condições, como aumento dos cornetos ou presença de pólipos nasais, também podem contribuir para a obstrução e aumentar o risco de sinusite.

Além dessas causas, fatores como poluição, tabagismo, mudanças bruscas de temperatura e baixa imunidade também podem influenciar.

Entender a causa é fundamental para tratar corretamente e evitar que a sinusite se torne recorrente.

Sinusite é contagiosa?

A sinusite em si não é contagiosa. Ou seja, você não “pega sinusite” diretamente de outra pessoa.

O que pode acontecer — e gera essa dúvida — é que muitas sinusites começam após um resfriado ou gripe, que são infecções virais e, sim, contagiosas.

Funciona assim:

  • Uma pessoa transmite um vírus (como o da gripe)
  • Esse vírus causa inflamação no nariz
  • A inflamação pode bloquear a drenagem dos seios da face
  • Isso pode evoluir para sinusite

Ou seja, o que é contagioso é a infecção inicial, não a sinusite em si.

Além disso, existem casos de sinusite causados por alergias ou alterações anatômicas, como desvio de septo — nesses casos, não há qualquer relação com contágio.

Por isso, nem toda sinusite está associada a infecção, e mesmo quando está, ela não é transmitida diretamente entre pessoas.

Como é feito o diagnóstico da sinusite?

O diagnóstico da sinusite é feito principalmente com base na avaliação clínica, ou seja, na análise dos sintomas e no exame realizado pelo otorrinolaringologista.

O objetivo não é apenas confirmar a sinusite, mas também entender a causa e diferenciar de outras condições, como rinite ou resfriado comum.

Avaliação clínica

A consulta começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, como dor no rosto, nariz entupido, secreção nasal e tempo de duração do quadro.

Em seguida, o médico realiza o exame físico, avaliando o nariz e a garganta. Essa etapa já permite, na maioria dos casos, identificar sinais compatíveis com sinusite.

Quando pedir exames (tomografia, nasofibroscopia)

Os exames complementares nem sempre são necessários, mas podem ser indicados em situações específicas, como:

  • Sintomas persistentes ou recorrentes
  • Dúvida no diagnóstico
  • Suspeita de sinusite crônica
  • Falha no tratamento inicial

Os principais exames são:

  • Nasofibroscopia: permite visualizar diretamente o interior do nariz e identificar inflamação, secreção e possíveis obstruções
  • Tomografia dos seios da face: fornece uma imagem detalhada das estruturas internas, sendo especialmente útil em casos crônicos ou quando há indicação cirúrgica

Com essa avaliação completa, é possível confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado para cada caso.

Tomografia computadorizada dos seios da face em corte coronal, comparando um seio maxilar opacificado por secreção com um seio aerado e normal

Como tratar sinusite?

O tratamento da sinusite depende da causa, da intensidade dos sintomas e do tempo de duração do quadro. Em muitos casos, especialmente os mais leves, é possível ter melhora com medidas simples. Já em situações mais persistentes, pode ser necessário um tratamento mais direcionado.

Tratamento em casa (casos leves)

Nos quadros iniciais ou mais leves, algumas medidas ajudam bastante no alívio dos sintomas:

  • Lavagem nasal com soro fisiológico: ajuda a eliminar secreções e desobstruir o nariz
  • Hidratação adequada: contribui para deixar a secreção mais fluida
  • Inalação de vapor: pode aliviar a sensação de congestão
  • Repouso: importante principalmente quando associado a quadros virais

Essas medidas ajudam o organismo a recuperar o funcionamento normal da drenagem dos seios da face.

Uso de medicações

Quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, o médico pode indicar medicações, como:

  • Sprays nasais para reduzir a inflamação
  • Descongestionantes (em casos específicos)
  • Antialérgicos, quando há rinite associada
  • Analgésicos para controle da dor

O uso deve sempre ser orientado por um profissional, para evitar efeitos indesejados e garantir eficácia.

Quando é necessário antibiótico

Nem toda sinusite precisa de antibiótico. Na verdade, muitos casos são causados por vírus e melhoram sem esse tipo de medicação.

O antibiótico pode ser indicado quando há sinais de infecção bacteriana, como:

  • Sintomas que duram mais de 10 dias sem melhora
  • Piora dos sintomas após um quadro inicial
  • Febre associada
  • Secreção nasal espessa e persistente

O mais importante é evitar a automedicação e buscar orientação adequada. Um tratamento bem indicado não só resolve o quadro atual, como também reduz o risco de recorrência.

Quando a sinusite precisa de cirurgia?

A maioria dos casos de sinusite melhora com tratamento clínico, mas existem situações em que a cirurgia pode ser indicada — principalmente quando os sintomas são persistentes ou recorrentes.

A cirurgia não é a primeira opção, mas passa a ser considerada quando há falha no tratamento clínico ou quando existe uma causa estrutural que impede a melhora.

De forma geral, a cirurgia pode ser indicada quando:

  • A sinusite se torna crônica (dura mais de 12 semanas)
  • episódios frequentes de sinusite ao longo do ano
  • Os sintomas não melhoram mesmo com tratamento adequado
  • Existe obstrução das vias de drenagem, como desvio de septo ou pólipos
  • Há impacto significativo na qualidade de vida

Nesses casos, o objetivo da cirurgia é restabelecer a ventilação e a drenagem dos seios da face, permitindo que o nariz volte a funcionar de forma adequada.

Atualmente, a técnica mais utilizada é a cirurgia endoscópica nasal, realizada com microcâmeras, sem cortes externos. Isso torna o procedimento mais preciso e com recuperação mais tranquila.

Quando bem indicada, a cirurgia pode reduzir significativamente a frequência das crises e melhorar sintomas como dor, obstrução nasal e secreção persistente.

A decisão deve sempre ser individualizada, baseada na avaliação do especialista e nos exames complementares.

Ilustração da cirurgia endoscópica funcional dos seios paranasais, mostrando a via bloqueada e o seio preenchido por muco antes do procedimento e a via nasal desobstruída depois

Sinusite tem cura?

A resposta é: depende da causa da sinusite.

Nos casos de sinusite aguda, geralmente causada por gripes ou resfriados, a cura é completa na maioria das vezes. Com o tratamento adequado, o quadro melhora e não deixa consequências.

Já na sinusite crônica, o cenário é um pouco diferente. Nesses casos, não se fala apenas em “cura”, mas sim em controle da doença.

Isso acontece porque a sinusite crônica costuma estar associada a outros fatores, como:

  • Rinite alérgica
  • Desvio de septo
  • Pólipos nasais
  • Alterações na drenagem dos seios da face

Quando essas causas são tratadas corretamente — seja com medicação ou cirurgia — é possível reduzir muito os sintomas e evitar novas crises.

Ou seja, mesmo nos casos crônicos, o paciente pode ficar longos períodos sem sintomas e com excelente qualidade de vida.

O mais importante

Mais do que pensar apenas em “curar”, o foco deve ser:

  • Identificar a causa da sinusite
  • Tratar de forma adequada
  • Prevenir recorrências

Com acompanhamento especializado, a grande maioria dos pacientes consegue controlar bem a doença e viver sem limitações.

Como evitar crises de sinusite?

Evitar crises de sinusite é possível na maioria dos casos, principalmente quando você controla os fatores que favorecem a inflamação dos seios da face.

Pequenas mudanças no dia a dia já fazem diferença e ajudam a manter o nariz funcionando de forma adequada.

Veja algumas medidas importantes:

  • Faça lavagem nasal regularmente com soro fisiológico para ajudar na limpeza e hidratação das vias nasais
  • Mantenha a rinite sob controle, seguindo o tratamento indicado
  • Evite ambientes com poeira, mofo e poluição excessiva
  • Hidrate-se bem, pois isso ajuda a manter a secreção mais fluida
  • Não fume e evite exposição à fumaça
  • Trate gripes e resfriados corretamente, evitando que evoluam para sinusite

Além disso, quando existem fatores estruturais, como desvio de septo ou pólipos, é importante avaliar com um especialista se há necessidade de tratamento específico.

Outro ponto essencial é não ignorar sintomas recorrentes. Quanto mais cedo a causa é identificada, menor o risco de evolução para quadros crônicos.

Cuidar da saúde nasal de forma preventiva é o melhor caminho para reduzir crises e manter uma boa qualidade de vida.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

Nem todo quadro de sinusite exige avaliação imediata, mas existem sinais que indicam a necessidade de procurar um otorrinolaringologista.

De forma geral, é importante buscar avaliação quando:

  • Os sintomas duram mais de 7 a 10 dias sem melhora
  • piora dos sintomas após um resfriado inicial
  • As crises de sinusite são frequentes ao longo do ano
  • Existe dor intensa no rosto ou sensação de pressão constante
  • O nariz permanece entupido por muito tempo
  • secreção espessa persistente
  • Os sintomas estão prejudicando o sono ou a rotina

Além disso, alguns sinais exigem atenção mais rápida:

  • Febre persistente
  • Inchaço ao redor dos olhos
  • Dor forte que não melhora com medicação
  • Alterações visuais (raras, mas importantes)

Outro ponto importante é quando o problema se repete. Sinusites de repetição podem indicar uma causa de base, como rinite mal controlada ou alterações anatômicas, que precisam ser investigadas.

Procurar um especialista no momento certo permite um diagnóstico mais preciso, tratamento adequado e redução do risco de evolução para quadros crônicos.

Sinusite: trate corretamente e evite complicações

A sinusite é uma condição comum, mas que pode impactar muito a qualidade de vida quando não é tratada da forma correta. Dor no rosto, nariz entupido, cansaço e dificuldade para respirar não precisam fazer parte da sua rotina.

Na maioria dos casos, o tratamento adequado resolve o problema e evita novas crises. Mesmo nos quadros mais persistentes, existem opções eficazes para controle e melhora dos sintomas.

O mais importante é não se acostumar com o desconforto nem recorrer à automedicação frequente. Cada caso tem uma causa — e entender isso é o primeiro passo para um tratamento realmente eficaz.

Se você apresenta sintomas recorrentes ou quer investigar melhor seu quadro, uma avaliação especializada pode esclarecer o diagnóstico e indicar o melhor caminho para o seu caso.

Agendar uma consulta é uma forma segura de cuidar da sua saúde e recuperar o bem-estar no dia a dia.

Qual médico trata a sinusite?

Sou o Dr. Arthur Nunes, médico otorrinolaringologista, com formação de excelência na Universidade Federal da Paraíba e especialização no Hospital Edmundo Vasconcelos.

Meu propósito é fazer você viver com mais qualidade de vida.

No meu consultório, você receberá toda a atenção que necessita para avaliar e tratar da melhor forma as suas sinusites, reduzindo suas dores de cabeça, sintomas nasais e melhorando sua respiração.

Dr. Arthur Nunes, otorrinolaringologista

Dr. Arthur Nunes

Dr. Arthur Nunes

Otorrinolaringologista · CRM-SP 240327

Revisado por Dr. Arthur Nunes em 18 de junho de 2026

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